Violência Doméstica. Interrogatório Judicial. Medidas de coação. MP. DIAP de Leiria

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No dia 26 de janeiro de 2025, foi detido um indivíduo do sexo masculino pela PSP da Marinha Grande, no âmbito de uma investigação criminal coordenada pelos serviços do Ministério Público - Departamento de Investigação e Ação Penal de Pombal.
Na sequência dessa detenção, no dia 28 de janeiro de 2025, o arguido foi sujeito a primeiro interrogatório judicial no Juízo de Instrução Criminal de Leiria, por se considerar fortemente indiciada a prática de um crime de violência doméstica agravada.
Dos autos resulta, nomeadamente, que no ano de 2024 o arguido ameaçou e agrediu fisicamente a sua ex-companheira. Neste contexto, o arguido, além do mais, no dia 18 de janeiro de 2025 agarrou na vítima, atirou-a para o chão e apertou-lhe o pescoço com as duas mãos até aquela se sentir asfixiada. Ato contínuo, agarrou numa faca de cozinha e espetou-a várias vezes no couro cabeludo e nas mãos da vítima.
O arguido agiu com o propósito de provocar sofrimento, humilhação e vergonha na vítima, atentando contra a sua dignidade, numa postura de prevalência e de dominação, provocando assim mau estar psicológico na mesma.
Verificando-se a existência de perigo de continuação de atividade criminosa, no âmbito do primeiro interrogatório judicial, foi determinado que o arguido aguardasse os trâmites do processo sujeito, cumulativamente, às obrigações decorrentes do termo de identidade e residência (TIR), à proibição de contactar por qualquer meio com a vítima, à proibição de frequentar ou permanecer na residência da vítima, bem como no local de trabalho desta e à obrigação de apresentação semanal no posto da entidade policial.
A investigação prossegue sob direção do Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal de Pombal, com a coadjuvação da PSP da Marinha Grande.